quinta-feira, 26 de agosto de 2010
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Intervenção teatral no Engenho resgata cultura de Piracicaba
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Ciranda Destaca Tradições de Piracicaba
O evento contou com a participação do artista plástico, músico e compositor Tony Azevedo. Natural de Recife, onde cresceu em meio à cultura e às danças folclóricas, Azevedo também é responsávael pelo Bloco da Ema, que será inaugurado no dia 27 de agosto, 18 às 22hrs: "O Fórum é importante para a troca de conhecimentos e cultura, resgatando assim, os valores humanos", disse.
A Congada do Divino, uma das danças tradicionais da cultura piracicabana, foi uma das manifestações apresentadas durante o evento. Nessa ciranda o rei e a rainha, juntos ao grupo, dançaram o samba lenço e a própria congada. A rainha Maria Aparecida dos Santos, conhecida como "Dona Tica", é integrante do grupo há mais de 60 anos e explicou que o público também pode acompanhar e participar da congada através dos ensaios que são realizados no Largo dos Pescadores, ao sábados, a partir das 14hrs.
Outra manifestação apresenta foi o Batuque de Umbigada. De origem africana, essa dança foi trazida ao Brasil pelos escravos que faziam os movimentos usando poucas roupas, deixando à mostra o umbigo. Para os africanos, o umbigo era considerado a primeira boca. Na dança, o toque de umbigo era o agradecimento a Deus. Essa dança foi proibida pela igreja por um tempo, já que eram considerados movimentos obcenos. Já no evento, os presentes tiveram a oportunidade de interagir com essa e outras danças, aprendendo um pouco mais sobre a diversidade cultural.
O evento foi contagiante levando muitos presentes a participar também. Segundo Bianca Mazzo Rodriguez, formada em dança pela Unicamp: "O evento é uma forma de Piracicaba conhecer essa cultura raiz, educar as pessoas e até acabar com os preconceitos, já que as danças são de origem africanas". Até mesmo os repórteres dessa matéria não resistiram, e foram arriscar alguns passos.
Texto: Alêenilson Montanhere (2 semestre - jornalismo), Beatriz B. dos Santos (2 semestre - jornalismo).
Foto: Carolline B.Pachano (2 semestre - jornalismo).
domingo, 22 de agosto de 2010
Abertura Oficial seguida de show atraiu caipiracicabanos ao Engenho Central
Aconteceu neste sábado, 21, no Armazém 14 do Engenho Central, a abertura oficial do III Fórum das Tradições Populares de Piracicaba. Com a programação repleta de exposições, esquetes teatrais e apresentações de música e dança, o evento, que tem como intenção resgatar a cultura caipiracicabana, contou com a presença de diversos colaboradores culturais da cidade.
Segundo a secretária de cultura Rô Camolese, o Fórum funciona como um mecanismo de divulgação da cultura popular tradicional, um apelo da comunicação mais singela: “o Fórum veio para despertar os jovens diante das tradições populares”. Após a solenidade, houve o show da Orquestra de Viola de Piracicaba e com cururueiros piracicabanos.
O repentista Moacir Siqueira, que há 45 anos preserva essa cultura, revela que pretende, através de um projeto de lei, oferecer palestras em escolas e oficinas de rima, prosa e baxão, com o intuito de difundir a tradição entre os mais jovens. E com entusiasmo, o repentista declamou um comparativo entre sua paixão pela rima e a difusão das tradições populares: O amor é igual a parafuso, de dentro da rosca vai e só entra se for torcendo, porque batendo não vai, depois que enferruja ‘drento’ nem distorcendo sai”
Texto e fotos: Fabiana Barrios e Ariane Precoma
sábado, 21 de agosto de 2010
Fórum na roda destaca importância da sustentabilidade
O evento teve como objetivo a apresentação do projeto “IV Fórum das Tradições Populares de Piracicaba, fortalecimento dos grupos detentores do saber”, que tem como meta principal garantir a sustentabilidade das tradições e do próprio Fórum. A perspectiva mais ampla é contribuir para a preservação das tradições populares e culturais de Piracicaba, como o Samba de Lenço, Batuque de Umbigada, Congada do Divino, Catira, Cururu e Viola Caipira.
Entre as ações previstas no projeto estão a contratação de um representante de cada grupo, que desempenhará o papel de interlocutor e agitador cultural, e a gravação de três faixas musicais por manifestação cultural, com a distribuição deste material aos grupos, para que façam a sua comercialização.Os organizadores também planejam, como parte das ações da edição 2011, a gravação de um DVD com o registro dos eventos. O material será distribuído aos grupos culturais, secretarias de escolas, bibliotecas entre outros, para que a cultura e a tradição Piracicabana possam ser mostradas às pessoas de maneira contínua.
Segundo Marcos Sorrentino, professor da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz) e colaborador do projeto, é importante que o planejamento do Fórum não fique restrito aos às elites econômicas e intelectuais da cidade, mas que as ações cheguem ao povo. O colaborador também explicou que a valorização da cultura caipira é importante por que transmite ao povo piracicabano elementos ligados a sua identidade.
Na opinião de Fátima Monis, Orientadora de Artes Cênicas do Sesi, a cultura e a questão do Fórum deveriam se estender às escolas. “Isso é importante para que a criança, mesmo não sendo um “caipira da beira do rio” ou um integrante da Umbigada, sinta-se parte dessas tradições, torne-se cidadão com vontade de prestigiar os acontecimentos culturais da cidade, e para que quando questionada sobre o que tem em Piracicaba, não responda somente Shopping”, disse.

A representante da Pró-Cultura de Piracicaba, Rita Moura, vê a sustentabilidade dos grupos como um dos grandes obstáculos para a realização do projeto e defende que é preciso planejar ações que assegurem esta sustentabilidade.
O Fórum na Roda contou também com a carismática presença do artista popular Zé Risonho, personalidade da cultura piracicabana que faz forró há mais de trinta anos, e se apresenta tanto na cidade quanto fora dela. A apresentação de Zé Risonho, que fez uma participação cênica na novela Cristal, do SBT, em 2006, contagiou os presentes.
Texto e fotos: Carolline B. Pachano (2º Jornalismo – Unimep)
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Mostra abre as atividades do 3º Fórum das Tradições Populares de Piracicaba
Na Mostra serão expostas obras de diversos artistas piracicabanos, que retratam através da arte as manifestações populares de Piracicaba. Segundo a curadora da Mostra, Rita Moura, a seleção dos artistas participantes se deu em três partes: na primeira parte, com os artistas tradicionais da arte popular da cidade, como Carmela Pereira com sua arte Naif, e os artistas já falecidos: Elias dos Bonecos e Ciro Oliveira. Em seguida foi feito um convite geral a todos os artistas piracicabanos, e assim participam também do evento, fotógrafos e artistas contemporâneos mostrando suas obras no universo das tradições.


sábado, 27 de março de 2010
ATA DA REUNIÃO DO FÓRUM DAS TRADIÇÕES POPULARES DE PIRACICABA REALIZADA NO DIA 24/03/2010 NA SALA DE REUNIÕES DA CÂMARA DOS VEREADORES
Compareceram: Adele Françoso (SETUR), Roberto Crivelari (ACESEC), Neide Maria (Gabinete do Vereador Bruno Prata), Rita Moura (Pró-Cultura), Naiara (Escola COOPEP), Manuel Guglielmo (CoMCult), Alana (Pró-Cultura) e Cristiano Pastor (Terra Mater/Ponto de Cultura Educomunicamos), Joceli Lazier (Martha Watts) e Chico Galvão (SESC).
Decisões:
PRÓXIMA REUNIÃO FICOU MARCADA PARA O DIA 13/04, ÀS 16H, NO CENTRO CULTURAL MARTHA WATTS. Rua Boa Morte, 1257
Obs: A Adele será a secretária da reunião.
Em votação foi decidido que todas as reuniões acontecerão sempre às terças-feiras, às 16h.
Foi criado um calendário de reuniões até agosto com as seguintes datas:
ABRIL – DIA 13
MAIO – DIA 11
JUNHO – DIA 8
JULHO – DIA 13
AGOSTO – DIA 10
O FÓRUM DAS TRADIÇÕES POPULARES 2010 ACONTECERÁ NOS DIAS 20, 21 E 22 DE AGOSTO, RESPECTIVAMENTE SEXTA, SÁBADO E DOMINGO.
OUTRAS DECISÕES
- Do Gustavo Torrezan cobrar o Johnny do SENAC sobre a produção de um portal para o fórum;
- Divulgarmos nos mailings de todos a exposição dos bonecos restaurados do Elias que acontecerá em maio;
- Quem tiver sugestões de lugares para abrigar o Ponto de Cultura EDUCOMUNICAMOS, favor entrar em contato com Cristiano pelo telefone: 9754-8669 / 3374-0151 / educomunicamos@terramater.org.br
- O Fórum irá confeccionar uma carta de apoio ao Ponto de Cultura Educomunicamos. O Cristiano ficou com a incumbência de redigi-la e passar para todos.
- O Fórum fará uma carta à UNIMEP solicitando um horário mensal do estúdio para gravação da memória dos grupos de tradição popular. O Chico do SESC ficou com a incumbência de redigi-la e passar a todos.
- Será formada na próxima reunião uma comissão para conversar com a ACIPI. Essa comissão ficará responsável por elaborar um estudo sobre os benefícios da cultura no fomento do comércio e turismo local.
- Todos ficaram de trazer para as próximas reuniões sugestões de transito e atuação do fórum no fomento a projetos que valorizam os grupos de tradição popular.
- O projeto de lei que cria o Fórum das Tradições Populares, de autoria do vereador Bruno Prata será enviado para todos analisarem e opinarem. Na próxima reunião será fechada sua redação. A Rita Moura ficou de repassar para todos o texto.
- Foi sugerido a convocação de representante do CODEPAC para falar sobre as mudanças que permitirão o tombamento imaterial do patrimônio cultural de Piracicaba para a próxima reunião e também incluir o tema n’alguma mesa do próximo fórum.
FÓRUM DE TRADIÇÕES POPULARES DE PIRACICABA REALIZA REUNIÃO NA CÂMARA


FÓRUM DE TRADIÇÕES POPULARES DE PIRACICABA REALIZA REUNIÃO NA CÂMARA
O Fórum Permanente de Tradições Populares de Piracicaba realizou na tarde de hoje (23), na Câmara de Vereadores, a sua primeira reunião de 2010. Por iniciativa do vereador Bruno Prata (PSDB), que coordenou o encontro, o Plenário Francisco Antônio Coelho foi reservado para o debate de questões culturais envolvendo as tradições populares da cidade. A próxima reunião do Fórum também acontecerá nas dependências do Legislativo, no dia 24 de março às 17h00.
Durante mais de três horas, cerca de 20 pessoas ligadas à cultura piracicabana debateram diversos temas da agenda cultural da cidade. Foi feita desde uma avaliação do Carnaval da cidade, passando por propostas de iniciativa de fomento dos blocos e escolas de samba; Confirmação da programação da Virada Cultural, que a cidade receberá pela primeira vez em 2010, com a presença de Paralamas do Sucesso, Toquinho e outros artistas; até sugestões visando as atividades culturais dos 250 anos de Piracicaba, que serão comemorados em 2017, entre outros assuntos.
Nossas raízes
"A cultura popular de Piracicaba tem um valor inestimável. Temos que trabalhar pelo seu resgate e preservação", afirmou o vereador Bruno Prata (PSDB) no início da reunião do Fórum.
O Fórum conta com um Blog, que pode ser acessado no endereço defesadastradicoes.blogspot.com e um grupo de discussão virtual para difusão, debate e troca de informações sobre Cultura, em especial a de Piracicaba. Para participar do grupo de discussão virtual, basta enviar um e-mail para o seguinte endereço eletrônico:culturapiracicaba-subscrive@yahoogrupos.com.br
Estiveram presentes a reunião, além do vereador Bruno Prata e sua assessoria, Gustavo Henrique Torrezan, João Carlos Goia (SENAC), Isabella Barriviera (SENAC), Ricardo Moreira de Araujo, Antonio Filogerio de Paula Junior, Ana Paula Paschoaldeli, Joceli Cerqueira , Rita Moura, Francisco Galvão de França (SESC), Camila Amaral Tavares, Adele Françoso, Luiz Martins, Fábio Riani Costa, Rosaly e Felisbino de Almeida Leme e o ex-vereador Moacir Bento de Lima (Moacir Siqueira).
Texto: Vitor Ribeiro Mtb 21.208
Fotos: Fabrice Desmonts Mtb 22.946
Retirado de http://www.camarapiracicaba.sp.gov.br/
Postado por Gustavo Torrezan
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Prêmio Culturas Populares 2010 - Abaixo Assinado em favor da cultura caipira
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Diversidade Cultural
domingo, 3 de janeiro de 2010
Hoje Sentimos um vento...
Hoje sentimos um vento...
“Diz que eu ia fazê uma festa
Numa noite de São João
Sonhei que fui pedía a Deus
Se me dá artrorisação
Tudo era ‘migo meu
Dos cantadô qui morreu.
Prá fazê uma seleção
Pra torná vorta na terra...”
Abel Bueno seguiu a sina de seus versos, foi “pedi Artorisação” na segunda-feira. Silenciosas, as violas de Piracicaba ficaram por não mais poder harmonizar histórias da vida caipira, cantadas como contos que não estão em livros, na internet ou em pesquisas acadêmicas. “Eu não falo do que pesquisei, eu falo do que vi” disse o cantadô, que era dono uma sabedoria que nasceu da vivência da cultura caipira, daquele que desde criancinha já passava noites ouvindo seu irmão cantar repentes, e ao longo da vida encantou diversos encontros na cidade e na região com sua inventividade deensinar.
O cantadô Abel deixa a cultura de Piracicaba órfã de um pai que é (ele ainda é) e de uma referência cada vez mais difícil de se encontrar. Referência da memória oral, de suas raízes que parece muitas vezes serem podadas em favor de “potenciais de biocombustíveis” de uma necessidade de avançar em indicadores muitas vezes abstratos, que em nada se importam com o modo que são construídas ou impostas novas culturas em um local. Piracicaba avança, mas com a mesma puljancia deve avançar as formas com que trata sua história, sua cultura. O cururueiro é mais uma memória viva que se vai, entristecendo nosso “liguajá caipira” e sua particular forma de ensinar.
Stuart Hall, teórico dos estudos culturais nos mostra que a cultura é a linguagem de significações criadas por um povo; A de Piracicaba, caipira por excelência, não pode ser dita sem os versos de Abel, do
seu modo característico de falar e, das apresentações dos cururueiros ainda existentes. Não valorizar essa cultura é anular parte significativa de nossa identidade, das as origens que remetem ao nosso estimado rio, ao modo de vida das pessoas do campo, de um outro modo de saber e conhecer as coisas, as pessoas, o mundo. Urge a necessidade de uma política efetiva para a história oral de Piracicaba, para a história do seu povo.
A criação de um museu de tradições populares, que se pretende um museu vivo no sentido de ser um local de encontro onde a cultura também é produzida, aparece como “grande
chance” para pontuar um lugar na história, na qual muda-se um curso que vai rumo ao apagamento para outro, o da demarcação de nossa identidade. Esta identidade tão fundamental quando pensamos em um projeto de cidade, que esta preocupada com crises, com o futuro, com a sustentabilidade, com seus recursos, com suas riquezas (materiais e, principalmente, imateriais). É preciso dar mesma valorização e emprenho à
cultura da cidade, e as intenções de preservá-la, da mesma forma com que se dá para construção de pontes, pois, só assim poderemos atravessar as pontes já existentes com uma verdadeira carga da nossa terra. Valorizar a cultura é semelhante a semear sementes que perduram para além de uma safra, engraxar com uma graxa que não sai com a fricção do tempo.
Abel Bueno se foi e em uma premunição registrada no livro “Cururu em Picacicaba”, para aqueles que acreditam nisso, deixou estes versos para nos ensinar o porque do vento que sentimos hoje...
“Uma vez tive um sonho.
Antes e durmi comecei a lembrá dus nomes dos cantadô du passado, que já morreram há 30, 40 ano.
Sonhei que se Deus num autorizava a trazê na terra, denovo, esses cantadô pra cantá otra veiz cum quem tá vivo.
E Deus autorizô.
Eu perguntei como é que eles viria.
E a resposta dizia que eles viria c’o vento.”
Cabe a nós sensíveis aos ventos que nos sopram, valorizar a sabedoria da nossa terra, como vem fazendo o Fórum de Tradições Populares de Piracicaba ao longo desse quase um ano de existência, promovendo discussões e ações sobre a cultura popular da nossa cidade. Agora, para também fazer valer as vontades de ”seu” Abel, ativo lutador dessa causa, valorizando a tradição, que está viva, em outros cururueiros de Piracicaba.
Texto de: Gustavo Torrezan, Manuel Guglielmo, Raul Rozados Ribeiro, Rita Moura, Chico Galvão.
retrospectiva 2009
